Backtest
Simulação que aplica uma estratégia de investimento a dados do passado para ver como ela teria se saído. É resultado hipotético, não desempenho real.
Backtest é o “e se eu tivesse feito isso lá atrás?”. Pega-se uma estratégia, por exemplo “comprar quando o preço cair tanto e vender quando subir tanto”, e ela é aplicada aos preços de anos anteriores para ver quanto teria rendido. É a mesma lógica de quem diz “se eu tivesse comprado aquele terreno em 1998…”. Fácil acertar o passado.
O órgão regulador do mercado americano, a SEC, resume bem num alerta ao investidor: backtest mostra como a estratégia poderia ter funcionado se existisse naquela época, mas é resultado hipotético e não reflete desempenho real. A recomendação é perguntar qual foi o desempenho de verdade, com dinheiro de verdade.
Por que o passado costuma ficar tão bonito no gráfico? Alguns motivos:
- dá para testar centenas de variações até achar a que “funcionou”, o que é overfitting (sobreajuste);
- custos como corretagem, taxas e impostos às vezes ficam fora da conta;
- o período pode ter sido escolhido a dedo, só com fase boa. A SEC chama isso de cherry-picking.
Pesquisadores como Bailey e López de Prado publicaram um estudo inteiro sobre a probabilidade de um backtest estar sobreajustado. Ou seja: o problema é conhecido e estudado.
Quando um robô ou curso mostrar um backtest lindo, compare com um benchmark adequado e peça o histórico real, já descontados os custos.