Robo-advisor
Serviço automatizado que usa algoritmos para traçar o perfil do investidor e sugerir ou montar uma carteira de investimentos; no Brasil, precisa de autorização da CVM.
Robo-advisor é o “consultor de investimentos” que mora num aplicativo. Você responde a um questionário (quanto quer guardar, por quanto tempo, quanto aguenta ver o saldo oscilar) e um algoritmo usa essas respostas para definir uma carteira. Segundo a CVM, as estratégias costumam ser pré-definidas e ajustadas ao perfil de cada cliente.
A CVM separa dois tipos. O robô consultor só sugere a carteira: quem compra, vende e reorganiza os investimentos é você. O robô gestor vai além e faz tudo sozinho, inclusive o rebalanceamento (voltar a carteira às proporções combinadas quando o mercado mexe nelas). Os dois precisam de autorização da CVM: o consultor pelas regras da Resolução CVM 19, o gestor como administrador de carteiras, pela Resolução CVM 21.
Não confunda com o robô de ordens (ou robo-trader), que compra e vende sozinho em estratégias de curto prazo, geralmente day trade. É outro bicho.
Três cuidados que a própria CVM lista:
- confira se o serviço tem registro na CVM antes de contratar;
- some a taxa do robô à taxa de administração dos fundos que ele escolhe, à corretagem e à custódia;
- lembre que um questionário pode não captar bem quem você é. A tia que marca “arrojada” porque achou a palavra bonita pode acabar numa carteira mais arriscada do que deveria.
E desconfie de qualquer robô que prometa “renda certa” ou ganho garantido: a CVM diz que isso pode ser sinal de fraude.