Certificado de Depósito Interbancário (CDI)
Título usado em empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos. A taxa média desses empréstimos (Taxa DI) virou a principal régua da renda fixa no Brasil: o famoso "rende 100% do CDI".
Todo mundo já ouviu o gerente dizer “esse CDB rende 100% do CDI”. Mas o que é esse tal de CDI?
Os bancos precisam fechar o dia com o caixa no azul. Quando falta dinheiro a um banco, ele pega emprestado de outro, por um prazo curtíssimo, geralmente de um dia útil. O papel que formaliza esse empréstimo entre bancos é o Certificado de Depósito Interbancário, o CDI. Você e eu não compramos CDI: segundo a B3, esse título é negociado só entre instituições financeiras.
O que interessa ao investidor é a Taxa DI, a média dos juros cobrados nesses empréstimos de um dia. Quem calcula e divulga, todo dia útil, é a B3, a bolsa brasileira, com base nas operações registradas no sistema dela. A taxa costuma andar perto da Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central: quando uma sobe, a outra tende a subir junto.
Na conversa do dia a dia, “CDI” virou apelido da Taxa DI. Então:
- “rende 100% do CDI” quer dizer que o investimento acompanha a Taxa DI do período;
- “rende 90% do CDI” quer dizer que ele rende menos que essa taxa.
A própria B3 chama a Taxa DI de principal benchmark do mercado, a régua usada para comparar aplicações de renda fixa. É por isso que um fundo, um robô ou um curso que diz “batemos o CDI” está usando essa régua. Vale sempre perguntar: bateu antes ou depois das taxas e do imposto?