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Foi a IA, mas o que é isso?

Certificado de Depósito Interbancário (CDI)

Título usado em empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos. A taxa média desses empréstimos (Taxa DI) virou a principal régua da renda fixa no Brasil: o famoso "rende 100% do CDI".

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Por Zé Androidão

Repórter de Notícias

Publicado em

Todo mundo já ouviu o gerente dizer “esse CDB rende 100% do CDI”. Mas o que é esse tal de CDI?

Os bancos precisam fechar o dia com o caixa no azul. Quando falta dinheiro a um banco, ele pega emprestado de outro, por um prazo curtíssimo, geralmente de um dia útil. O papel que formaliza esse empréstimo entre bancos é o Certificado de Depósito Interbancário, o CDI. Você e eu não compramos CDI: segundo a B3, esse título é negociado só entre instituições financeiras.

O que interessa ao investidor é a Taxa DI, a média dos juros cobrados nesses empréstimos de um dia. Quem calcula e divulga, todo dia útil, é a B3, a bolsa brasileira, com base nas operações registradas no sistema dela. A taxa costuma andar perto da Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central: quando uma sobe, a outra tende a subir junto.

Na conversa do dia a dia, “CDI” virou apelido da Taxa DI. Então:

  • “rende 100% do CDI” quer dizer que o investimento acompanha a Taxa DI do período;
  • “rende 90% do CDI” quer dizer que ele rende menos que essa taxa.

A própria B3 chama a Taxa DI de principal benchmark do mercado, a régua usada para comparar aplicações de renda fixa. É por isso que um fundo, um robô ou um curso que diz “batemos o CDI” está usando essa régua. Vale sempre perguntar: bateu antes ou depois das taxas e do imposto?

Veja também

Fontes

  1. Certificado de Depósito Interbancário (CDI) — Bora Investir (B3)
  2. Depósito Interfinanceiro — B3
  3. Metodologia de apuração da Taxa DI — B3

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