Taxa de administração
Percentual cobrado pelo fundo de investimento pelos serviços de quem cuida dele. É calculada ao ano, sai do patrimônio do fundo e reduz o rendimento de quem investe.
Taxa de administração é o “condomínio” do fundo de investimento. A comparação é da própria CVM: num fundo, cada cotista é dono de um pedaço (a cota), mas todo mundo divide o custo de manter a estrutura funcionando, como quem paga portaria e elevador no prédio.
Essa taxa é informada como um percentual ao ano e, segundo o Caderno CVM sobre fundos, não há limite máximo nem mínimo definido em regra. Ela não aparece como boleto: sai do patrimônio do fundo, aos pouquinhos, e por isso o rendimento que você vê já vem com ela descontada. Justamente por ser discreta, merece atenção.
Mudou o nome dos bois. Com a Resolução CVM 175, explica o Portal do Investidor, as taxas passaram a ser separadas: a taxa de administração remunera o administrador (o responsável legal pelo fundo), a taxa de gestão remunera o gestor (quem escolhe os investimentos) e há ainda a taxa máxima de distribuição, paga a quem vendeu as cotas. Se o fundo usar uma taxa única, global, tem de divulgar como esse valor é dividido. Fora isso pode existir a taxa de performance, cobrada quando o fundo supera um benchmark.
Na conversa do dia a dia, muita gente ainda chama tudo de “taxa de administração”. Na hora de comparar fundos, olhe a lâmina (o resumo padronizado do fundo) e some todas as taxas.
Quem usa um robo-advisor tem um detalhe a mais: a CVM lembra que a taxa do robô pode vir em cima das taxas dos fundos que ele escolhe.