Content Credentials
Padrão técnico aberto, criado pela coalizão C2PA, que anexa a fotos, vídeos, áudios e documentos um registro assinado de como foram criados e editados.
Content Credentials, ou “credenciais de conteúdo”, é um padrão técnico que funciona, nas palavras da própria C2PA, como um rótulo de informação nutricional para conteúdo digital. Em vez de dizer quanto açúcar tem o biscoito, conta a história do arquivo: como foi criado, com quais ferramentas, quando e quais edições sofreu.
Quem cria o padrão é a C2PA, sigla em inglês de Coalizão para Proveniência e Autenticidade de Conteúdo. O site contentcredentials.org informa que o trabalho reúne centenas de empresas, lideradas por nomes como Microsoft, Adobe, Intel, BBC, Sony, OpenAI, Google, Meta e Amazon. A C2PA diz que o padrão é aberto e livre de cobrança de licença.
Como dá para confiar nessas informações? Segundo a C2PA, cada credencial é assinada digitalmente e inclui um hash, uma espécie de impressão digital, do arquivo e dos dados de origem. Se alguém mexer no arquivo, essa ligação se quebra e a adulteração fica evidente. O padrão também conversa com metadados já conhecidos, como o EXIF das fotos.
Na tela, a credencial aparece como um pequeno símbolo: ao clicar nele, é possível ver como o conteúdo foi feito e o histórico de edições.
Dois avisos. As credenciais podem ser separadas do arquivo; para isso, a C2PA prevê o uso de marca d’água invisível e de “impressões digitais” do conteúdo, que ajudam a reencontrá-las. E o próprio site admite que sempre haverá quem tente fazer conteúdo sintético passar por autêntico. A proposta é dar a quem age de boa-fé um jeito de provar a origem do que publica, e não pegar todo mentiroso.