Deepfake
Vídeo, áudio ou imagem criado ou alterado com inteligência artificial para parecer real, mostrando pessoas dizendo ou fazendo o que nunca disseram ou fizeram.
Deepfake é um conteúdo falso feito com inteligência artificial para parecer verdadeiro: um vídeo em que alguém aparece dizendo algo que nunca disse, um áudio com a voz de uma pessoa conhecida, uma foto de uma cena que nunca aconteceu.
O nome vem do inglês e junta duas palavras: deep, de deep learning (aprendizado profundo, uma técnica de IA), e fake (falso). É uma das aplicações da IA generativa, só que usada para enganar.
O problema é que o resultado pode ficar muito convincente. Por isso o deepfake aparece em golpes e em desinformação: o vídeo de um famoso “recomendando” um investimento milagroso, o áudio do “filho” pedindo dinheiro com urgência, a montagem de um político dizendo um absurdo.
Algumas atitudes ajudam a não cair:
- desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, mesmo com voz ou rosto conhecido; desligue e ligue de volta para o número que você já tem salvo;
- combine com a família uma palavra-senha para emergências;
- antes de compartilhar um vídeo que parece absurdo, procure a mesma informação em veículos de imprensa confiáveis;
- repare em detalhes estranhos, como boca fora de sincronia com a fala, piscadas esquisitas ou voz sem respiração (mas atenção: os bons deepfakes nem sempre deixam pistas).
Nem todo uso é criminoso: a técnica também aparece em filmes, humor e campanhas feitas com autorização. A linha que separa uma coisa da outra é o consentimento e a transparência. Se ninguém avisou que era montagem, desconfiar é o primeiro passo.