Metadados
Dados sobre os dados: informações que descrevem um arquivo ou registro, como data de criação, autor, formato ou local, sem ser o conteúdo em si.
Metadados são, como resume o glossário do NIST, o instituto de padrões dos Estados Unidos, “dados sobre dados”. Se a carta é o conteúdo, os metadados são o que vai escrito no envelope: remetente, destinatário, data de postagem.
Num arquivo de computador, os metadados descrevem o conteúdo sem ser o conteúdo. Numa foto, podem dizer quando ela foi tirada, com qual aparelho e, em alguns casos, onde. Num documento, quem criou e quando foi modificado pela última vez. Numa música, o nome do artista e do álbum.
Alguns exemplos que aparecem no noticiário:
- EXIF: o padrão de metadados das fotos digitais.
- Content Credentials: um padrão que registra a origem e as edições de um conteúdo. Segundo a C2PA, ele consegue incorporar metadados conhecidos, como EXIF, e torná-los verificáveis por assinatura digital.
Metadados podem ser muito úteis, por exemplo para organizar arquivos ou para checar a origem de uma imagem. Mas têm dois lados delicados.
O primeiro é a privacidade. A Apple explica que, quando a câmera usa a localização, as coordenadas do lugar entram nos metadados de cada foto, e quem recebe a imagem pode acessá-las. Muita gente compartilha mais do que imagina.
O segundo é a fragilidade. Metadados comuns podem ser apagados ou editados. A própria C2PA reconhece que eles podem ser removidos de um arquivo, de propósito ou sem querer, e por isso recorre a recursos como a marca d’água digital para recuperá-los. Ou seja: metadado ajuda a investigar, mas sozinho não prova nada.