MIDI
Linguagem padrão que instrumentos musicais eletrônicos, computadores e celulares usam para trocar instruções de música, como qual nota tocar, por quanto tempo e com que força; não é áudio.
MIDI é a sigla em inglês de Musical Instrument Digital Interface, algo como “interface digital para instrumentos musicais”. É uma linguagem comum que permite a teclados, computadores, celulares e outros aparelhos conversarem sobre música.
A melhor comparação vem da própria MIDI Association, entidade que cuida do padrão: o MIDI funciona como uma partitura. As mensagens MIDI dizem quais notas tocar e por quanto tempo, o andamento, quais instrumentos devem soar e com que volume. Mas a partitura não é a música tocada. Por isso a associação repete, com todas as letras: MIDI não é áudio.
E dá um exemplo bom. Entregue uma partitura de Beethoven a alguém que lê música mas nunca tocou violino, com um violino barato na mão, e o resultado provavelmente vai soar mal. Entregue a mesma partitura ao primeiro violino de uma orquestra, tocando um Stradivarius, e vai soar maravilhosamente. Com o MIDI é igual: o som depende do aparelho que interpreta as instruções.
A vantagem dessa “partitura digital” é a flexibilidade. Segundo a MIDI Association, como os dados são só instruções de execução, dá para corrigir uma nota errada, mudar o tom da música, acelerar, desacelerar ou trocar o instrumento sem gravar tudo de novo.
O padrão tem três partes: as mensagens, que descrevem a música; os meios físicos de transmissão, que no começo eram um conector para ligar dois teclados e hoje incluem o uso dentro de computadores e celulares; e os arquivos MIDI, para guardar a execução e tocar depois.
É por isso que o MIDI aparece em toda DAW, os programas de gravação e edição de música.