Esquema Ponzi
Fraude com cara de investimento em que os "rendimentos" de quem entrou antes são pagos com o dinheiro de quem entra depois, até a conta não fechar e o esquema desabar.
Esquema Ponzi é o golpe do “cobertor curto”. Alguém recebe seu dinheiro prometendo devolvê-lo com rendimento alto. Os primeiros participantes até recebem, e contam para todo mundo no churrasco. Só que esse “lucro” não vem de investimento nenhum: vem do dinheiro de quem entrou depois. Quando as entradas novas não bastam para pagar todo mundo, o esquema desaba, e quem chegou por último fica com o prejuízo.
Ponzi x pirâmide. A CVM explica a diferença. Na pirâmide financeira, a pessoa precisa recrutar novos participantes, e muitas vezes o esquema se disfarça de marketing multinível. No Ponzi, ninguém precisa recrutar: a vítima só entrega o dinheiro para alguém que promete fazê-lo render. Por isso, diz a CVM, o Ponzi tem mais “aparência de investimento de verdade”. Nos dois casos, quem paga a conta são os recursos novos.
Versão com robô. A CFTC, órgão regulador americano, conta o caso da Mirror Trading International. O esquema vendia um robô de câmbio que “garantia” pelo menos 10% ao mês. Segundo a CFTC, quase nada era negociado de verdade: funcionava como Ponzi e levou mais de US$ 1,7 bilhão em bitcoin de ao menos 23 mil pessoas. Dizer que usa inteligência artificial não muda a matemática; veja também AI washing.
Sinais de alerta listados pela CVM:
- ganho alto com risco baixo;
- “fórmula mágica”;
- oferta feita por quem não tem autorização da CVM;
- pressa para você decidir.
Na dúvida, consulte os alertas e o cadastro da CVM antes de transferir qualquer centavo.